sexta-feira, junho 23, 2006

Nostalgia



Este “post” começou por ser uma carta que enviei a um geek que teve a brilhante ideia de se dedicar a coleccionar relíquias da sua infância e depois de as partilhar com o povo no seu simples mas muito interessante e até comovente blog.
Sou filha do meio da geração
Heidi e da geração Pokémon... Acho que fiquei com o melhor de dois mundos. Tenho 25 anos. Sou filha única por isso nunca bati nos meus irmãos. Lembro-me de atirar com facas ao meu primo Carlos porque ele me vinha picar ao ponto de eu perder a calma. Cresci com a televisão e como diria o Cable Guy (magnífico filme tragicómico realizado por Ben Stiller, com uma genial interpretação daquele que quanto a mim é o mais injustiçado actor de Hollywood, Jim Carrey e que, para variar, como muitos filmes deste actor, passou ao lado a muito boa gente) "ela foi a babysitter". A minha série favorita aos 3 anos, segundo a minha mãe (até porque eu só tenho uma vaga recordação e sim, segundo ela eu já nasci a ver televisão) era "Duarte & Ca." mas também via o "Brinca Bricando" e o programa do Vasco Granja com os seus filmes de animação da ex-Checoslováquia com uma sardinha de plasticina a fugir da lata de conservas. Sim, que disso eu lembro-me. Queriam o quê? Uma criança como eu era viu aquilo e ficou para sempre marcada até à idade adulta. Além disso coleccionei religiosamente as cadernetas de cromos de"As Histórias da Floresta Verde", "Ulisses 31", "Masters do Universo" e a já vossa conhecida "She-Ra" (a minha série de eleição de sempre), "Os Wuzzles" e "Teenage Mutant Hero Turtles" (também predilecta), "Alf - O Extra-Terrestre" (esta não era predilecta, esta eu amava e amo mesmo. Ainda tenho um Alf de peluche que a minha avó-madrinha me deu no Natal de mil novecentos e oitenta e trocó-passo), "O Jovem Indiana Jones" (últimas caderneta de cromos que fiz e já eram com fotografia real). E já que estou numa de nostalgia deixem-me que vos diga que também adorava a "Bia - A pequena feiticeira", "Beetlejuice" e o meu adorado "Conde Patrácula" (já em criança adorava vampiros) mas não tinha a caderneta até porque nunca houve, tanto quanto sei.
Cresci a comer pão com manteiga e também leite meio-gordo com Chocapic. Vestia a roupa que a minha mãe me comprava nas lojas de roupa infantil como a Benetton 0-12 e a Cenoura. Lojas que detestava com paixão. Na escola usava fato de treino. Eram calças de "jogging" afuniladas em baixo e "sweat-shirts" que tinham bonecos e / ou diziam "sport" mas isto não me lembro bem porque eu odeiava a educação física. Levava sandes de queijo e fiambre e leite com chocolate numa lancheira dos Flinstones para o lanche da manhã e da tarde. Ás vezes o meu pai dáva-me 50 ou 100 escudos para comprar um bolo e /ou um chocolate no bar e era uma alegria muito grande nesse dia. Sempre me contentei com pouco e desde de criança que aprecio as pequenas coisas simples e boas que a vida tem para oferecer. Aos 10 anos nas aulas trocava bilhetinhos com uma amiga a ver quem fazia a declaração mais romântica ao Axl Rose. Os ídolos eram o Tom Cruise, o Patrick Swaize e os Guns n' Roses. O meu ídolo era desde dos 6 anos, o Indiana Jones. Se calhar é por isso que ainda hoje tenho um particular fascínio por chicotes. Mas isso é outra história.
As minhas melhores amigas eram a Ana Sofia, a Ana Rita, a Sílvia e a Sandra. Trocavamos e coleccionavamos blocos pequeninos com desenhos fofinhos e cheirinhos e eu devia ser muito para a frentex porque já na altura tinha autocolantes pequeninos e uma colecção de borrachas em forma de frutos cada uma com o aroma correspondente no estojo, entre outras coisas recordo-me de ter um lápis que escrevia de todas as cores. Coisas que ainda hoje são consideradas sofisticadíssimas pelas meninas do 1º ciclo.
Se entrassem no meu quarto agora, viam uma bela exposição de figuras que inclui o Jack Skellington do "Nightmare Before Christmas", o Victor e a Bride de "Corpse Bride" e até um Tarantino Crazy 88 do "Kill Bill"... Acho q nunca vou crescer como dizem os meus pais. Até que ponto isso é bom ou mau é que eu já não sei... E muito honestamente não estou preocupada em saber.
Hoje em dia sou coleccionadora de action figures e tenho quase a certeza que o facto de os meus pais, quando eu era garotinha, nunca me terem dado bonecos da Mattel dos "Masters do Universo" (ai o que eu queria uma Princesa Adora / She-Ra com o cavalinho alado Spirit / Swift Wind) tem que ver com o meu favoritismo por action figures... Mas também pode não ter. Enfim, chega de vos aborrecer com os meus traumas de infância... Basta de paleio. Fica a imagem e os links espalhados neste texto para matar saudades. Para os encontrarem basta passarem o cursor pelos nomes das séries e outras palavras chave. Have fun!

6 Comments:

Blogger pix disse...

Não acho nada mal aprender com a tv, desenvolveu a capacidade criativa, a imaginação... todos esses desenho animados q vimos, agora, bem agora hoje eles aprendem a lutar e correr contra o tempo, presos as TV-consolas...
seguindo as regras do jogo a risca se querem triunfar, foram mais simples os nossos tempos...
faltou falar dos transformers, dos pitufos... entre outros tantos q ainda hj volta e meia me vêm a lembrança...
- Bons tempos -
ppires

1:33 da tarde  
Blogger TUX disse...

Crescer e muito relativo......

3:29 da tarde  
Blogger Sergy disse...

Conheces isto:

www.misteriojuvenil.com

6:43 da tarde  
Blogger Sergy disse...

The Wuzzles!

Eu ainda tenho guardado um Bumblelion!

8:14 da tarde  
Blogger Mariana disse...

Como eu nasci em 73 ainda me lembro de séries como o "Era Uma Vez o Espaço" e da Heidi sim, mais o Marco e o Bana e Flapi... Quando estreou o ET completei a colecção de cromos. Ainda fui a tempo de gostar de ver a Sailor Moon, apesar de já ter mais que idade para ter juízo. O único desenho animado que eu não tenho vergonha de confessar que gosto de ver agora é o Samurai Jack.

7:32 da manhã  
Blogger Nuno Mata disse...

Matem a nostalgia de muitas maneiras em www.btoys.blogspot.com

9:08 da tarde  

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